quarta-feira, 9 de maio de 2018

Tutóia: Oito pessoas presas em operação contra fraudes no INSS



Na manhã desta terça-feira (8), a Polícia Federal deflagrou a “Operação Biditos”, para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes a benefícios assistenciais do INSS, concedidos a idosos e deficientes.
Imagem: reprodução/Cidadeverde.com
A polícia buscou cumprir dez mandados de prisão preventiva, nove de prisão temporária e 29 de busca e apreensão nos municípios Tutóia/MA;  Piripiri, Parnaíba, Brasileira, Cocal e Barras, no Piauí; Tianguá, no Ceará, e Paraíso do Tocantins, em Tocantins. Todos os mandados foram expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal em Teresina/PI.
Em Tutóia, foram presas oito pessoas no povoado Barro Duro, sendo uma mulher e sete homens, com o suporte dos policiais militares do 2º BPM de Parnaíba.
No município também foram apreendidas sete armas (três pistolas e quatro revólveres), carregadores e munições, quatro veículos.
A polícia também apreendeu uma grande quantidade de cartões bancários e talões de cheques, identidades falsas e outros documentos que comprovariam a prática da fraude.
Todos foram encaminhados para Delegacia da Polícia Federal em Parnaíba.
Operação Biditos
Ao todo, 145 Policiais Federais dos Estados do Piauí, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e Tocantins atuaram na operação. A deflagração contou ainda com o apoio do Segundo Batalhão da Polícia Militar em Parnaíba/PI.


A investigação iniciou há aproximadamente oito meses e contou com o apoio da Gerência Executiva do INSS no Piauí.
O nome da Operação “BIDITOS” decorre da expressão utilizada por alguns dos membros da quadrilha, que se dizem ciganos, para se referirem aos cartões de benefícios do INSS em seu dialeto.
Prejuízo chega a R$ 27 milhões
Em nota, a Superintendência da Polícia Federal no Piauí informou como agia a quadrilha. “Identificou-se na investigação que a organização criminosa recebia mensalmente cerca de 320 benefícios assistenciais fraudulentos e adotava como modo de agir a criação de pessoas fictícias por meio da falsificação de documentos públicos (tais como certidões de nascimento, carteiras de identidade e CPFs, dentre outros), que eram utilizados para a obtenção dos benefícios em diversas agências do INSS no Piauí e Ceará.
Esses benefícios com indícios de fraude causaram um prejuízo efetivo ao INSS no montante de R$ 27.669.685,27. A Justiça Federal já determinou a suspensão de tais benefícios, medida que evitará um prejuízo mensal ao INSS de R$ 305.280,00 e um prejuízo futuro estimado superior a 19 milhões de reais”, destacou na nota.
Os investigados deverão responder pelos crimes de associação criminosa (artigo 288 do CPB), estelionato qualificado (artigo 171, § 3º, do CPB), falsidade ideológica (artigo 299 do CPB) e uso de documento falso (artigo 304 do CPB).
Após a lavratura dos procedimentos legais na Superintendência da Polícia Federal os presos serão encaminhados ao Sistema Prisional, onde ficarão custodiados à disposição da Justiça.
Com informações do portal Cidadeverde.com.

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