Pastora presa pela morte dos filhos no ES continua em presídio de MG

junho 23, 2018 0



Ainda não há previsão para a transferência de Juliana Sales Alves para um presídio do Espírito Santo. Ministério Público pediu a prisão da pastora, que aconteceu na quarta-feira (20).





A pastora Juliana Sales Alves, presa pela morte dos filhos Joaquim e Kauã, que morreram carbonizados em um incêndio em Linhares, no Espírito Santo, continua no presídio de Teófilo Otoni, em Minas Gerais.


Segundo a Secretaria de Administração Prisional de Minas Gerais, os horários ou roteiros de escoltas para a transferência de Juliana não serão informados por motivos de segurança.


O G1 tentou contato com a defesa da pastora, que não atendeu às ligações da reportagem. Nesta quinta-feira (21), os advogados informaram que ainda não se manifestaram porque não tiveram acesso às informações.


Os irmãos morreram em um incêndio no dia 21 de abril. A mãe, Juliana Alves, e o pai e padrasto dos meninos, Georgeval Alves, estão presos acusados pelo homicídio. George é acusado de estuprar, agredir e queimar as crianças. Já Juliana foi presa porque, segundo o Ministério Público, foi omissa e sabia dos abusos.


O filho mais novo do casal foi entregue pelo Conselho Tutelar ao avô materno em Linhares, que é quem tem a tutela da criança agora.


Ordem de prisão


A ordem de prender a pastora partiu do juiz André Dadalto, da 1ª Vara Criminal de Linhares. De acordo com a decisão, Juliana sabia dos desvios de caráter do marido, e mesmo assim apoiava os planos dele de se promover na igreja.

Para o Ministério Público, assassinar os próprios filhos estava nos planos do casal. Seria uma tragédia a ser usada pelo pastor para se promover na igreja.


“O pastor George, em parceria com a pastora Juliana, buscava uma ascensão religiosa e aumento expressivo de arrecadação de valores por fiéis e, para esta finalidade, ceifou a vida dos menores Kauã e Joaquim para se utilizar da tragédia em seu favor”, diz a decisão.



Juliana também estava ciente sobre as diferenças de tratamento que George dava para os filhos e o enteado. A decisão diz que George deixava faltar alimento, medicamento e atendimento médico para as crianças.
Irmãos morreram carbonizados em incêndio em Linhares, ES (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

O caso

Joaquim, de 3 anos, e Kauã, de 6 anos, morreram carbonizados dentro de casa, em Linhares, no dia 21 de abril. O marido de Juliana, o pastor George Alves, foi acusado de estuprar, agredir e queimar as crianças vivas. O terceiro filho da mulher não estava na casa no momento do crime.


Com informação do G 1

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