“Há uma rede envolvida no recebimento dessa mercadoria ilícita”, diz Jefferson Portela sobre o destino de produtos contrabandeados

fevereiro 28, 2018 0


O secretário de Estado da Segurança Pública, Jefferson Portela, voltou a se pronunciar sobre os trabalhos de investigação da quadrilha de contrabandistas que foi desarticulada na quinta-feira (22). Ele disse que a organização criminosa, pelo que já foi levantado, vinha operando desde junho de 2017 no porto clandestino, no povoado Arraial, no Quebra Pote, onde ocorria o desembarque de mercadorias contrabandeadas.

Pelas informações, o grupo vinha contando como o apoio de uma unidade policial durante todo esse tempo. Além dos três policiais militares presos, Portela não descarta a possibilidade de outros agentes públicos estarem envolvidos com essa quadrilha, que contaria com a possível participação de outros políticos, além de Rogério Garcia, ex-vice-prefeito de São Mateus, que está preso.

“Se tiver político será indiciado. Outros agentes públicos também. Qualquer um. O comando do estado do Maranhão não escolhe criminoso para ser preso. Não importa seu nome, sua identidade, seu patrimônio. Se ele é criminoso, será alcançado pelo sistema de segurança”, disse o secretário.

Para Portela, a mercadoria encontrada no sítio e em um depósito grande na Vila Esperança, em São Luís, não era destinada a um só local. “Há uma rede envolvida no recebimento dessa mercadoria ilícita. Vamos ver a origem e a destinação dessa mercadoria, identificar os que estão envolvidos diretamente e os servidores públicos que estavam na cobertura dessa organização criminosa”, acrescentou. Na sequência da investigação, possíveis receptadores podem ser presos.

O deputado Raimundo Cutrim (PCdoB), em pronunciamento na Assembleia Legislativa, chegou a revelar que essa mercadoria apreendida viria do Suriname. Sobre isso, o secretário disse: “quem afirma que a mercadoria contrabandeada estaria vindo do Suriname, deveria comparecer para falar isso à polícia”.

Sobre o que espera da delegada Nilmar da Gama Rocha, nova titular da Superintendência e Investigações Criminais (Seic), disse que espera que ela use toda a competência, os muitos anos de experiência que tem, para potencializar as ações da Seic no combate ao crime. “O papel de policial é combater o crime”, finalizou.

O inquérito policial que investiga essa organização criminosa será concluído até a próxima sexta-feira (2). O delegado Tiago Bardal, indiciado como suspeito de envolvimento com a organização criminosa, deverá ser ouvido até quinta-feira (1º).

Como a investigação é complexa, por envolver muitas pessoas, pode haver a necessidade de elaborar autos complementares a serem apresentados após a conclusão e envio do inquérito à justiça.
Do blog do Gilberto Lima.

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