Mãe morre ao reconhecer o corpo do filho morto no Rio.

junho 07, 2018 0

A mãe de um policial militar assassinado na madrugada desta quinta-feira (7), durante uma tentativa de assalto em Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio de Janeiro, morreu após reconhecer o corpo do filho, o sargento Douglas Fontes Caluête, que era lotado no 15º BPM.
De acordo com a PM, Maria José Fontes passou mal ao ver o corpo do filho e foi levada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Sarapuí, também em Duque de Caxias, mas não resistiu.
Douglas foi morto após ser abordado em uma tentativa de assalto quando estava de folga, segundo a PM. Ele foi cercado por cinco homens armados na avenida Rio Branco, em Gramacho, a cerca de dois quilômetros da casa da mãe.
Os criminosos ordenaram que ele saísse do veículo e deitasse no chão. Quando viram a arma do policial no interior do automóvel, dispararam contra a vítima, matando-a no local.
A DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense) abriu um inquérito para apurar o caso. Os investigadores estão buscando imagens de câmeras de segurança na região que auxiliem no processo de identificação dos criminosos.


Caluête é o 54º policial militar morto em situação de violência no Rio neste ano. No ano passado, 134 policiais perderam a vida em decorrência da violência no estado.
Os corpos do sargento e da mãe serão enterrados no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na zona oeste carioca.
Mãe se declarava para os filhos em rede social
Maria José Fontes era descrita como uma mãe amorosa, o que se refletia em sua página em uma rede social. Basicamente todas postagens feitas por ela eram declarações de amor aos filhos.
Em sua penúltima publicação, no dia 9 de maio, Maria José compartilhou a seguinte mensagem: “Meus filhos são o bem mais precioso que possuo. Por isso Pai, eu te peço… Cuide deles pra mim” [sic].
Em outro post, a mãe do policial assassinado compartilhou uma imagem que dizia que os filhos são “tesouros que nenhum valor poderá comprar”.
O sargento tinha 35 anos, sendo 12 de corporação. Ele deixou um filho de oito anos e uma filha de cinco anos.
Antes de Caluête, o subtenente da PM Edemilson de Oliveira, 60, morreu também em uma tentativa de assalto na terça-feira (5).
O policial da reserva estava na avenida Júlio de Amorim Pereira, em Higienópolis, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, quando também foi cercado por bandidos. Ele reagiu e foi baleado.
O subtenente chegou a ser socorrido para o Hospital Geral de Nova Iguaçu por policiais do 20ºBPM (Mesquita), mas não resistiu

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